O Tipping Point das relações
Sabem aquelas canecas beiçadas que adoramos e mantemos toda uma vida? São como as relações que mantemos com amigos, parceiros de vida e família. Conhecemos os defeitos, reconhecemos as gargalhadas e os sorrisos ainda que o corpo mude com os anos.
Depois há aquela caneca bonita de porcelana mais ranhosa... que não se beiça, parte logo. E nós, que gostámos mesmo muito dela quando a comprámos num dia em que estávamos à procura de papel higiénico, vamos e colamos.
Colamos e a caneca pimba, parte-se novamente. E assim se passa algum tempo, porque até só de olhar, a caneca se parte.
Invariavelmente acontece o dia em que a pomos num pedestal, só para a ver. Na prateleira das coisas em que não se podem tocar.
O tempo volta a passar e ao tentar limpar o pó, pegamos na caneca, ela fica na prateleira e nós só com a pega na mão. Olhamos e não lhe reconhecemos a beleza, só cola. Perguntamos, é útil? não. E nesse dia a caneca segue o rumo fora da nossa vida. Assim estão algumas pessoas e circunstâncias que passam por nós, mas que não ficam.
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